segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sopão de caridade FJV



PARABÉNS PELA INICIATIVA.

CAMPANHA SOCIAL TJSANTOS



DIA DAS CRIANÇAS

FESTA NOS ESTÁDIOS

CARO LEITOR, O QUE SERIA DE UM ESTADIO DE FUTEBOL BRASILEIRO SEM A TORCIDA ORGANIZADA ?
QUEM IRIA CRIAR AS MUSICAS QUE MUITAS VEZES AJUDAM O TIME A VITÓRIA QUANDO ELEE ESTÁ EM MOMENTOS RUINS?
O ESTÁDIO DE FUTEBOL SEM TORCIDA ORGANIZADA SERIA COMO UM TEATRO, SERIA ALGO SEM GRAÇA COMO NA MAIORIA DOS ESTÁDIOS EUROPEUS.



ENTÃO EU DIGO, NÃO AO FIM DAS ORGANIZADAS, NÃO SE DEIXEM LEVAR PELA MIDIA SUJA QUE VISA APENAS O LUCRO.


DIA DAS CRIANÇAS, TORCIDA JOVEM DO SPORT

CADE A MIDIA PARA MOSTRAR ISSO ?

PESQUISA DERRUBA FARÇA SOBRE T.O

Marginais. É assim que muita gente enxerga quem participa de torcidas organizadas de futebol, especialmente se no jogo houve alguma briga, tumulto ou morte. É mais fácil imaginar que sejam vândalos, bárbaros, do que se confrontar com uma realidade que pode surpreender: talvez sejam gente comum. É o que constata em trabalho inédito a pesquisadora da Faculdade de Educação Física da Unicamp Heloisa Reis. “Os resultados põem por terra a generalização de que torcedores organizados são vadios.”

Para chegar a essa conclusão, a coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol fez um perfil minucioso do torcedor organizado. O trabalho, a que CartaCapital teve acesso, será concluído em setembro e pesquisou 813 filiados da maior torcida organizada de cada um dos três principais times da capital paulista (Corinthians, São Paulo e Palmeiras). Além de informar as características sociais, eles opinaram sobre as causas da violência dentro e fora dos estádios. Interessada nesse tema, Heloisa pesquisou apenas o gênero e a faixa etária dos principais algozes e vítimas de atos violentos – homens entre 15 e 25 anos.

Em vez de pobres marginalizados, encontrou rapazes instruídos, de famílias estruturadas. “Os torcedores organizados têm bom nível educacional, moram com os pais e, além disso, têm noção da própria responsabilidade nos acontecimentos violentos”, expõe Heloisa. O próximo passo será pesquisar todo o País. Conhecer a fundo o torcedor é, segundo a pesquisadora, indispensável para enfrentar a violência de forma eficaz. “Na Europa, as mudanças partiram desse diagnóstico.”

Para o ministro do Esporte, Orlando Silva, os resultados reforçam a convicção de que não faz sentido marginalizar o torcedor organizado. “São grupos legítimos com quem o Estado precisa dialogar cada vez mais”, disse à CartaCapital. O ministério financiou o estudo.

Apesar de cores e hinos diferentes, a condição social e as opiniões de palmeirenses, são-paulinos e corintianos são muito parecidas. “As informações se repetem independentemente do time”, diz Heloisa. E morre outro clichê: o de que existem torcidas da elite e outras mais carentes.

Aos dados.O torcedor organizado é solteiro (94%) e católico (62%). Vai ao estádio sempre (40%) ou muito frequentemente (45%) – mesmo que a partida seja televisionada. Neste caso, o faz pela emoção do estádio (52%), por amor ao time (30%) e para torcer em grupo (12%). A maioria trabalha (61%) ou estuda (27%), onde 9% não informou a ocupação e 3% está desempregada, menor que a taxa brasileira, de 8,1%. (Clique na tabela acima para ampliá-la)

No entender desse torcedor, há dois principais motivos para a violência. Em primeiro, fatores ligados ao adversário (rivalidade, fanatismo e provocações), com 31,5% das respostas. Em seguida, com 30%, fatores ligados à própria torcida (falta de educação, vir para brigar, estupidez).

Outros 19,5% dos entrevistados creditam a violência a fatores externos (polícia violenta, mídia, desempenho do time, diretoria dos clubes, falta de estrutura e impunidade). Apenas 6% consideram que o consumo de drogas e álcool leva à violência, enquanto 5% a consideram um reflexo da sociedade, dissociado do futebol.

Heloisa vasculhou em detalhes a contribuição dos jornais, rádios e televisão para o problema. Para 47% dos entrevistados, a mídia estimula a violência ao explorá-la (incentivam a rivalidade, provocam torcedores,- buscam ibope). Para 17%, a mídia contribui ao estigmatizar as torcidas (mostra só o lado ruim, chama de vândalos). Uma proporção parecida, 18%, discorda: considera que a mídia incentiva a paz e mostra a realidade. E 14% criticam a manipulação da informação pela imprensa.

Recentemente, o Brasil foi apontado como líder do ranking de mortes ligadas ao futebol pelo sociólogo Mauricio Murad, da Uerj e da Universidade Salgado Oliveira. Ele contabilizou 42 óbitos de torcedores em conflitos dentro ou próximo a estádios de futebol nos últimos dez anos. Em pesquisa semelhante, Heloisa Reis (em parceria com a Universidade de Amsterdã) contabilizou 35 vítimas de homicídio no mesmo período.

Os números não batem por diferenças na metodologia e na data exata da contagem. Mas, ao contrário do colega, Heloisa discorda que o Brasil lidere um ranking. “Afirmar isso é temerário e perigoso. Não há levantamentos mundiais confiáveis e, além disso, uma divulgação desse porte pode maximizar um problema já grave e atrair jovens violentos para o futebol”, alerta. Ela diz que a mídia inglesa, ao difundir o vandalismo nos estádios nos anos 1980, só fez aumentar a violência. A tese faz sentido. Tanto que, hoje, na Europa, nem mesmo invasões de campo são mostradas na tevê. Sem repercussão, tendem a diminuir.

Para Murad, mais importante do que constatar a violência é como a sociedade reagirá a ela. E considera exemplar o caso da Argentina. “Basicamente, nos últimos três anos, eles apertaram a legislação, punindo não apenas torcedores como dirigentes (de clube e de torcidas) que incitassem a violência, fizeram campanhas educativas na mídia e controlaram o consumo de álcool.”

Essas medidas são inspiradas no que funcionou na Europa (Itália e Inglaterra) para diminuir o problema. A elas deveriam se somar, segundo Heloisa, a melhora na venda de ingressos, ampla divulgação do Estatuto do Torcedor, a atuação do Procon e do MP, um código de ética para a mídia divulgar violência, a mudança do horário das partidas para no máximo 19h30, a criação de comissões estaduais e a retomada da Comissão Nacional de Prevenção da Violência (criada em 2004 e estagnada), além de uma polícia especializada em eventos esportivos. “Isso deveria ser feito antes de 2014, mas não acho que ocorrerá”, hesita a professora.
O ministro Orlando Silva se diz ciente da “gravíssima” situação da violência no futebol. Menciona a padronização das normas técnicas dos estádios como um avanço (deve vigorar no Campeonato Brasileiro de 2010) e diz que o Ministério da Justiça começou a treinar policiais militares especialmente para lidar com torcedores. É pouco, tardio, mas um começo.

DOAÇAO DE SANGUE - DPA



Campanha de doação de sangue da união Dedo Pro Alto (Mancha verde - Palmeiras, Força Jovem Vasco, Galoucura - Atlético-MG e amigos)

RRN EM AÇAO SOCIAL



Ação Social da Raça Rubro-Negra de dia das crianças em Campo Grande, esse tipo de coisa a globo não mostra.

Açao Social FJG



4ª Ação Social
FORÇA JOVEM GOIÁS
NO CMEI CLEMENTE R.

Açao Social TUF



TORCIDA ORGANIZADA DO FORTALEZA, LEÕES DA TUF EM AÇÃO SOCIAL DO DIA DAS CRIANÇAS

CMA doaçao de sangue




MÁFIA AZUL CRUZEIRO FAZ CAMPANHA DE DOAÇÃO DE SANGUE.

Chega de hipocrisia sobre a culpa da violência no esporte

Todos os dias a gente lê na imprensa opiniões preconceituosas e desinformadas sobre as torcidas organizadas. Jornalistas preconceituosos, intolerantes e aproveitadores como Flávio Prado ajudam a reforçar essas idéias, que são difundidas sem nenhum estudo concreto na imprensa. Mas se é por falta de estudo sério, agora tem.

A socióloga Heloísa Reis, socióloga e coordenadora de pesquisas da UNICAMP/CNPQ, lançou neste ano o livro Futebol e Violência. Após um longo e aprofundado estudo, ela garante que é uma estupidez a proposta de extinção das torcidas organizadas, que sempre vem à tona por parte de pessoas intolerantes e desinformadas.

"Torcidas organizadas agora recebem o rótulo de facções, numa tentativa de relacioná-las ao mundo do crime. A realidade é diferente. Torcedor organizado não é bandido!", defende a socióloga, em artigo publicado na revista Galileu de setembro de 2009. "Costuma-se generalizar, mostrando que as mortes tem a ver só com as torcidas, o que não é verdade. Por isso, pregar a extinção das organizadas para estancar a violência é a mesma coisa que defender o fim do senado para acabar com a corrupção."


Dragões da RealPesquisa da UNICAMP com as torcidas
Segundo pesquisa coordenada por Heloísa Reis em seu grupo na UNICAMP/CNPQ, o número de pessoas sem emprego nas torcidas organizadas é de 2,8%, que está bem abaixo dos 8,1% da média brasileira. Além disso, 80,8% tem entre 10 e 12 anos de escolaridade, ao contrário do que se prega na imprensa.

Também segundo o estudo, os integrantes das torcidas organizadas tem consciência dos fatores que causam a violência e apontam a própria imprensa (78,1%) e a polícia (19,5%) como corresponsáveis pela situação. Além disso, 61,8% admitem que rivalidade, provocações de rivais e ignorância agravam o problema.

O estudo aponta ainda que os organizados se reúnem para discutir entre seus integrantes a política do clube e o esporte em geral, questões que não são abordadas tão profundamente em nenhum outro espaço da sociedade. E a fidelidade aos clubes é mais alta do que em qualquer outro setor da sociedade: 85% vão ao estádio toda semana, independente de o time estar bem ou mal ou mesmo de onde o jogo é realizado. Essa porcentagem não encontra paralelo entre os torcedores que não integram torcidas organizadas.


Enquanto isso, poupa-se os políticos

Heloísa Reis pede o fim da hipocrisia para se apontar as reais causas da violência no esporte. "Enquanto se culpa as torcidas organizadas, outros responsáveis pelo problema são poupados", garante ela. "Há o estado, que não oferece policiamento preparado para atuar em jogos. Há até mesmo jogadores e dirigentes, que incitam a violência com declarações impensadas. E há a própria imprensa, que na ânsia de encontrar respostas rápidas comete equívocos básicos com uma visão deturpada que não contribui para a superação do problema."

Por isso tudo, para ela, pedir o fim das organizadas é um erro colossal. "Este é um tremendo equívoco gerado historicamente no Brasil pelo desconhecimento do problema da violência em dias de jogos e por averiguações superficiais da presença de sócios de torcidas organizadas ou até por uma suposição desta participação, criou-se o mito do vinculo da violência com as torcidas organizadas apenas", disse ela ao site Casa do Torcedor. "O que é um grande equívoco e uma maneira de não debater e compreender o problema. E consequentemente não resolvê-lo. Todos os países que enfrentaram seriamente o problema recorreram aos estudos acadêmicos e policiais para compreendê-lo e elaboraram políticas públicas subsidiadas nestes estudos.A proposição da extinção das torcidas organizadas é uma estupidez."

"Não se resolverá esse problema fechando organizações sociais pelo fato de suporem serem estes os responsáveis pela violência em dias de jovens", completa ela. "O que ocorre no Brasil é que a pouca seriedade das autoridades no trato da questão suscita sempre em um primeiro momento decisões arbitrárias e autoritárias da simples extinção delas."


Heloísa ReisPropostas concretas para acabar com a violência
Heloísa Reis (foto) propõe 9 medidas para iniciar um combate sério e efetivo à violência nos estádios de futebol brasileiros:

1. As autoridades governamentais responsáveis pela CONSEGUE (Comissão Nacional para a Segurança e a prevenção da violência nos espetáculos esportivos) nomeiem um grupo capacitado para geri-la, além de dar suporte para o trabalho da mesma.

2. Apoiar as pesquisas sobre o tema, tanto às acadêmicas quanto as policiais. Investir em treinamento e equipamentos para a formação de policias especializados na prevenção da violência em eventos de massa.

3. Incentivar e sensibilizar os deputados e senadores na aprovação de uma lei específica para atos de violência em eventos esportivos.

4. Fiscalizar o cumprimento do Estatuto do Torcedor. Apoiar e sensibilizar o Congresso Nacional na aprovação do novo projeto de lei que propõe alterações para o Estatuto do Torcedor.

5. Acabar com a impunidade.

6. Punir os dirigentes, técnicos, jogadores, policiais, jornalistas e espectadores que provocarem (vierem a provocar) tumulto ou derem declarações à imprensa que possa incentivar a violência e a rivalidade entre os espectadores (torcedores).

7. Coibir os excessos dos agentes de segurança pública com constante avaliação de suas atuações.

8. Abrir um canal de denúncias anônimas sobre os abusos cometidos por policiais em eventos esportivos.

9. Criação de comissões estaduais de prevenção da violência em espetáculos esportivos em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – estados que apresentam maiores problemas dessa natureza.

E chega de achar apenas um vilão em uma história em que não existem mocinhos.